III. O ROSÁRIO E O OFÍCIO

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016



S. Domingos recebendo o Rosário da Virgem (Esteban Murillo)

1. Atualmente não há devoção mais praticada pelos fiéis de toda classe, do que esta do santo Rosário. Os hereges modernos como Calvino, Bucero e outros, que não têm dito para desacreditá-lo? Mas é assaz notório o bem que trouxe ao mundo esta augusta devoção. Quantos, por meio dela, têm sido livres dos pecados! Quantos conduzidos a uma vida santa! Quantos, depois de uma boa morte, foram por ela salvos! Podemos ler a esse respeito uma quantidade de livros. Para nós basta dizer que esta devoção foi aprovada pela Santa Igreja, e enriquecida pelos Sumos Pontífices com muitas indulgências. Para lucrar as indulgências dos Dominicanos, unidas à recitação do Rosário, é necessário ir meditando nos mistérios que o compõem. Os livros referentes ao assunto dão as necessárias e cabais explicações para o caso.


A - Quem recita o terço ganha: 1) cada vez 5 anos de indulgência (Sixto IV); 2) se se rezar em comum, indulgência de 10 anos; 3) indulgência plenária, no último domingo do mês, se se rezar ao menos 3 vezes cada semana. Condições: Confissão e comunhão e oração segundo as intenções do Papado. (Bento XII)

B - Se o terço tiver indulgências dos Crucíferos, ganham-se 500 dias em cada Pai-Nosso e Ave-Maria, ainda que se o não reze todo, mas alguns Pai-Nossos e Ave-Marias, à vontade.

C - Os associados da confraria do Rosário lucram mais indulgências em certas ocasiões como vem especialmente nos manuais da confraria. - (Nota do tradutor)

É preciso recitar o terço com muita devoção, sem esquecer o que a S. Virgem disse a S. Eulália. Cinco dezenas, disse-lhe a Senhora, recitadas com pausa e devoção, me são mais agradáveis do que quinze, ditas às pressas e com menor devoção. Por isso, é bom recitá-lo de joelhos, diante de uma imagem da Virgem, e fazer no princípio de cada dezena um ato de amor a Jesus e a Maria, pedindo-lhes alguma graça. Note-se também que é melhor recitar o Rosário em comum do que só.

2. Quanto ao Ofício Parvo de Nossa Senhora, diz-se que S. Pedro Damião o compôs. A quem o recita concedeu a Igreja várias indulgências e a Santíssima Virgem tem mostrado muitas vezes quanto lhe é agradável essa devoção, como se pode ver em Auriema.

(O Ofício Mariano é antiquíssimo e foi recomendado pelo Doutor e Cardeal da Santa Igreja, S. Pedro Damião (1072). Já existia 300 anos antes dele, mas o Santo tornou-o mais usado e recomendou-o como proteção em várias tribulações, como por experiência lhe sentira a eficácia. A atual forma do Ofício vem das mãos de S. Carlos Borromeu, santo Cardeal de Milão (1584). - (Nota do tradutor).

3. Agradam também muito a Nossa Senhora suas Ladainhas, pelas quais se ganham indulgências; o hino Ave Maris Stella (Eu te saúdo, Estrela do mar). que ela encomendou a S. Brígida recitasse todos os dias. Sobretudo estima o Magnificat, porque, recitando-o, louvamos a Deus com as mesmas palavras com que ela o louvou.


-Glórias de Maria, Santo Afonso de Ligório

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