Os três espelhos

Uma menina de bons sentimentos, mas um pouco vaidosa, do colégio, onde era educada, escreveu à mãe, pedindo-lhe que lhe mandasse um espelho. A mãe lhe respondeu que em vez de um, mandar-lhe-ia três. Chegaram de fato três embrulhos. A menina abre o primeiro, e ali encontra um verdadeiro espelho, com a inscrição:
- Eis o que és.
Abre o segundo e lhe aparece a figura de uma caveira, com as palavras: – Eis o que serás:
Abre o terceiro, e ali vê uma imagem de Maria Imaculada, e a advertência:
- Eis o que deves ser.
A mocinha compreendeu qual era o desejo da mãe: beijou aquele espelho e se propôs querer para o futuro imitar as virtudes de Maria Santíssima, pretendendo-a como modelo.
Assim deveríamos fazer nós: ter em tudo por modelo Maria Santíssima.
Então, sim, poderíamos dizer que possuímos a verdadeira devoção a ela: a devoção que nos salvará, pois é esta a sentença do Abade Guerrico (que é o eco das divinas Escrituras, do ensinamento da Igreja e das doutrinas dos Santos Padres): “Qui virgini farnulatur securus est de Paradiso: Quem serve à Virgem, a essa Rainha tão poderosa, a essa Mãe tão boa, está seguro do Paraíso.
(A PALAVRA DE DEUS EM EXEMPLOS – G. Mortarino J.C. – Edições Paulinas, SP – 1ª. edição, 1961, pp. 386 – 387).

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