A defesa de Maria contra a acusação do demônio a certo homem perante o tribunal de Jesus Cristo

terça-feira, 19 de março de 2013



S. Antonino conta o seguinte de um homem que vivia da inimizade de Deus. Pareceu-lhe certa vez que comparecia pe­rante o tribunal de Jesus Cristo. De um lado acusava-o o demô­nio, enquanto que Maria o defendia. O inimigo apresentava ao pecador a lista de seus pecados, a qual, posta na balança da divina justiça, pesava mais que todas as boas ações. Mas que fez então a sua grande advogada? Estendeu a sua compassiva mão e, pondo-a sobre a balança, fê-la inclinar a favor do seu devoto. E assim lhe fez entender que ela lhe alcançava o perdão, se mu­dasse de vida. Com efeito aquele pecador, depois de tal visão mudou de vida e se converteu.



ORAÇÀO


Venero, ó Santíssima Virgem Maria, o vosso purís­simo Coração, delícia e repouso de Deus. Coração todo cheio de humildade, de pureza e de amor divino. Infeliz pecador, venho a vós com o coração todo manchado e chagado. O Mãe de piedade, não me desprezeis por me verdes assim, mas redobrai de compaixão e socorrei-me. Não busqueis em mim para ajudar-me nem virtude, nem méritos. Estou perdido e só mereço o inferno. Peço-vos que só olheis para a confiança que tenho em vós e para o propósito em que estou de emendar-me. Diante de vossos olhos coloco o quanto Jesus fez e padeceu por mim. Abandonai-me, se fordes capaz. 


Apresento-vos todos os sofrimentos de sua vida, o frio que padeceu no presépio, a sua fuga para o Egito, o sangue que derramou, a pobreza, os suores, a tristeza, a morte que suportou por meu amor, estando vós pre­sente. E por amor de Jesus empenhai-vos em salvar-me. 


Ah! minha Mãe, não quero nem posso recear ser repelido, agora que recorro a vós e vos peço que me ajudeis. Se isto temesse, faria injúria a vossa misericór­dia, que anda buscando miseráveis para os socorrer. Se­nhora, não recuseis vossa piedade àquele a quem Jesus não recusou seu sangue. Mas os merecimentos deste san­gue não me serão aplicados, se não me recomendardes a Deus. De vós, pois, espero a minha salvação. Eu não vos peço riquezas, honras, outros bens da terra; peço-vos a graça de Deus, o «mor com vosso Filho, o cumpri­mento de sua vontade, e o paraíso para amá-lo eterna­mente. Será possível que não me ouçais? Não; vós já me entendestes, assim espero. Já me procurastes a graça que pretendo. Já me tomastes sob vossa proteção. Minha mãe, não me deixeis; continuai a rogar por mim até me verdes salvo no céu, para louvar e render-vos as devidas graças eternamente. Amém.
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