A Virgem Maria converte um jovem de vida desregrada que lhe implorou misericórdia

sábado, 13 de abril de 2013



Esquil, jovem fidalgo, foi estudar em Hildesheim por ordem de seu pai. Mas, em vez de estudar, entregou-se a excessos de devassidão. Depois disso adoeceu seriamente, não lhe restando já esperança alguma de vida. Estando próximo da morte, teve a seguinte visão: Viu-se dentro de um quarto cheio de fogo e julgou que se achava no inferno. Pôde felizmente sair por um vão e refugiar-se num grande palácio. Lá encontrou numa das salas a Santíssima Virgem, que lhe disse: Temerário, como ousas apresentar-te diante de mim? Já e já retira-te daqui e mete-te no fogo que muito bem mereceste! Nisso começa o jovem a implorar a misericórdia de Maria, e pede a algumas pessoas ali presentes que também o recomendem à Mãe de Deus. Elas atenderam-no, mas a Santíssima Virgem respondeu-lhes: Este moço levou uma vida muito desregrada e nunca me honrou com uma Ave-Maria sequer. Mas ele corrigir-se-á, amada Rainha, observaram elas. E o jovem ajuntou logo esta promessa: Sim, eu o prometo; quero corrigir-me e consagrar-me todo a vosso serviço, Senhora. Na mesma hora Maria tornou-se meiga e disse-lhe com brandura: Bem; aceito a tua promessa; escaparás da morte e do inferno
.

Após estas palavras terminou a visão. Voltando a si, Esquil agradeceu à Mãe de Deus e a todos relatou o ocorrido. Levou daí em diante uma vida santa, dedicou sempre especial devoção à Santíssima Virgem, e tornou-se mais tarde arcebispo de Lund, na Suécia, onde converteu muitos para a verdadeira fé. Já velho, renunciou ao arcebispado, entrando para a Ordem dos Cistercienses, em Claraval. Aí morreu na paz do Senhor, após quatro anos de edificante vida. Alguns escritores colocaram-no na lista dos santos daquela Ordem.

Oração

Mãe digníssima de meu Deus e Soberana minha, Maria, vendo-me tão desprezível e carregado de pecados, não devia ter a ousadia de chegar-me a vós e chamar-vos minha Mãe. Não quero, porém, que as minhas misérias me privem da consolação e da confiança que sinto, dando-vos este doce nome. Verdade é que mereço me rejeites, mas vos peço considereis o que fez e sofreu por mim o vosso Filho Jesus. Depois rejeitai-me, se o podeis. Sou miserável pecador, mais do que os outros ultrajei a majestade divina.

Ai! o mal está feito: a vós que o podeis remediar imploro agora: Vinde em meu socorro, ó minha Mãe. Não me alegueis que não vos é possível ajudar-me, porque sei que sois onipotente e do vosso Deus conseguis tudo quanto desejais. Se me respondeis que não quereis socorrer-me, dizei-me ao menos a quem me devo dirigir para ser consolado no excesso de minha angústia. Apadrinhando-me com S. Anselmo, ouso dizer a vós e a vosso divino Filho: Ou apiedai-vos de mim, dulcíssimo Redentor meu, perdoando-me, e vós, também, ó minha Mãe, intercedendo em meu favor; ou, mostrai-me a quem devo recorrer, que seja mais poderoso do que vós, e em quem eu possa confiar mais. Mas não; nem na terra nem no céu posso achar quem tenha dos miseráveis mais compaixão que vós, ou quem melhor passa ajudar-me. Vós, Jesus, sois o meu Pai; e vós, Maria, sois a minha Mãe. Vós amais até aos mais miseráveis e ides à procura deles para salvá-los. Eu sou um réu do inferno, o mais indigno de todos. Mas não é necessário ir à minha procura, nem eu pretendo que o façais. Apresento-me espontaneamente a vós, com esperança certa de que não me haveis de desamparar. Aqui estou aos vossos pés, meu Jesus, perdoai-me. Maria, minha Mãe, socorrei-me.

Fonte: Livro Glórias de Maria - Santo Afonso Maria de Ligório
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